Advogado para aposentadoria especial
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Aposentadoria especial
Quem trabalhou com ruído, produtos químicos, eletricidade ou em hospital pode ter tempo especial, e esse tempo antecipa a aposentadoria ou aumenta o valor. O problema quase sempre está no papel: o PPP vem incompleto, a empresa fechou ou o INSS diz que o EPI resolveu.

Quando vale procurar um advogado
O tempo especial é o ponto em que o INSS mais erra contra o trabalhador, porque depende de documentos técnicos que a empresa preenche. A ajuda faz diferença quando:
- o INSS não reconheceu períodos em que você trabalhou com ruído, química, eletricidade, calor ou risco biológico;
- o PPP veio incompleto, sem o nível de ruído ou sem o responsável técnico;
- a empresa fechou e você não tem o PPP;
- você já se aposentou e o tempo especial foi ignorado, o que pode render uma revisão;
- você é vigilante, eletricista, frentista, enfermeiro ou metalúrgico e ouviu que “isso não conta mais”.
Os motivos mais comuns de negativa
- PPP com falhas. Falta o nível de ruído, a técnica de medição, o período do responsável pelos registros ou a descrição do setor. Dá para pedir a correção à empresa ou provar de outro jeito.
- “EPI eficaz”. O INSS nega dizendo que o equipamento de proteção resolvia. Para o ruído, isso não vale, e para agentes cancerígenos também não.
- Ruído abaixo do limite da época. O INSS aplica o limite errado: até 5 de março de 1997, o limite era de 80 decibéis; até 18 de novembro de 2003, de 90; depois, de 85.
- Atividade “fora da lista”. Eletricidade acima de 250 volts e vigilância armada continuam podendo ser especiais depois de 1997, segundo o STJ, desde que provadas.
O que o advogado faz
- Monta a linha do tempo dos seus empregos e marca quais podem ser especiais.
- Pede os PPPs e os laudos (LTCAT) a cada empresa e confere se estão completos.
- Busca provas para empresas fechadas: laudos de empresas parecidas, documentos do sindicato e perícia judicial.
- Calcula as opções: aposentadoria especial, conversão do tempo especial antes de 2019 ou revisão de quem já se aposentou.
- Recorre ao INSS ou entra com a ação na Justiça Federal.
Tempo especial negado: o que fazer
- Recurso administrativo ao Conselho de Recursos da Previdência Social, em até 30 dias da resposta.
- Ação na Justiça Federal, onde é possível pedir perícia no local de trabalho ou em empresa parecida.
- Revisão, se você já se aposentou: em regra, o prazo é de 10 anos contados do primeiro pagamento.
Quanto custa
O mais comum é o honorário de êxito, uma porcentagem dos valores atrasados recebidos, em geral entre 20% e 30%. Se o benefício não sair ou não aumentar, normalmente você não paga o seu advogado.
Peça o contrato por escrito antes de começar. Enviar o seu caso por este site não custa nada.
Documentos para a primeira conversa
- documento com foto e CPF;
- todas as carteiras de trabalho e o extrato do CNIS (Meu INSS);
- PPPs e laudos (LTCAT) das empresas em que você trabalhou exposto;
- holerites com adicional de insalubridade ou periculosidade, se tiver;
- carta de indeferimento, ou carta de concessão se você já é aposentado;
- certificados de cursos e documentos que mostrem a sua função (NR-10 para eletricistas, curso de vigilante).
Para entender as regras de idade, pontos e conversão depois da reforma, leia o guia Aposentadoria especial: quem tem direito.
Por Equipe Tudo Sobre INSS · Atualizado em
Atendimento a distância, sem sair de casa
- O advogado não precisa ser de a sua cidade. O pedido ao INSS é feito pelo Meu INSS, e o processo na Justiça Federal é eletrônico e pode ser acompanhado de qualquer lugar.
- A conversa e o envio de documentos são pelo WhatsApp, e o contrato pode ser assinado pelo celular.
- Perícias e audiências são marcadas perto de você, e muitas audiências são por vídeo. Quando precisa ser presencial, o advogado vai ou conta com um colega da região.
Prefere contar mais sobre o seu caso?
Conte o que aconteceu. Entramos em contato pelo seu WhatsApp o mais breve possível.
Dúvidas sobre aposentadoria especial
A empresa onde trabalhei fechou. Como provo o tempo especial?
Dá para provar com o PPP ou os laudos que você ainda tiver, com laudos de empresas do mesmo ramo e da mesma época (prova emprestada), com documentos do sindicato e, na Justiça, com perícia indireta. A carteira de trabalho mostra a função e o período.
O PPP diz que o EPI era eficaz. Perdi o tempo especial?
Não necessariamente. Para o ruído, o STF decidiu que o protetor auricular não afasta o tempo especial. Para agentes cancerígenos, como o benzeno, os tribunais também reconhecem o tempo mesmo com EPI. Nos outros casos, a eficácia real do equipamento pode ser discutida.
Ainda dá para converter tempo especial em comum depois da reforma?
Só o tempo trabalhado até 13 de novembro de 2019. Esse período ganha um acréscimo de 40% para homens e de 20% para mulheres na atividade de 25 anos. O tempo depois da reforma não pode mais ser convertido.
Quanto cobra um advogado para aposentadoria especial?
O mais comum é o honorário de êxito: uma porcentagem dos valores atrasados recebidos, em geral entre 20% e 30%. Algumas ações também cobram parte do aumento do benefício por um período. Peça o contrato por escrito.
Posso continuar trabalhando exposto depois de me aposentar pela especial?
Não. O STF decidiu que quem recebe aposentadoria especial não pode continuar em atividade com exposição a agentes nocivos. Pode trabalhar, mas em outra função, sem exposição.
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